
O Emigrante, de Acácio Pinto, foi muito bem recebido numa terra que também é sua. Desde a sua génese. Desde que a ideia germinou que o concelho da Figueira da Foz – sobretudo Bunhos (nome literário de Buarcos), Serra da Boa Viagem e Murtinheira (Quiaios) – faz parte da sua geografia, juntamente com a região de Viseu.
Desde o início que estas ‘personagens espaciais’ acompanham esta narrativa que tem como foco principal a emigração a salto para França nos anos 60. E não só. Uma vez que depois do regresso das personagens a Portugal, depois da emigração, há uma catadupa de pormenores, de segredos que vão fazer a narrativa evoluir de forma surpreendente.
Pois bem, foi no dia 19 de setembro que os buarquenses e os figueirenses puderam escutar as palavras competentes de Isac Loureiro, o apresentador do romance O Emigrante, numa sessão que teve lugar no Lavadouro de Buarcos. Antes dele falou a presidente da Junta de Freguesia de Buarcos, Rosa Batista, que usou da palavra para saudar os presentes e apresentar um breve currículo do autor.



Acácio Pinto aproveitou a oportunidade para traçar, em breves palavras, a linha condutora da obra, falou do seu conhecimento pessoal do fenómeno migratório, como filho de um emigrante, e das conversas com inúmeros portugueses que nessa altura se viram obrigados a procurar no estrangeiro as condições de vida que Portugal lhes negava, o que lhe permitiu criar uma narrativa baseada em histórias reais.
Foi uma sessão intimista mas que não deixou de tocar os presentes que, no final colocaram questões alusivas ao livro e fizeram considerações sobre o fenómeno migratório português dessa época.